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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 621, referente ao período de 28 de maio a 03 de junho de 2017. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefones: (81) 99612.0904 (Tim) e (81) 99277.3630 (Claro) ***** WhatsApp: +55 81 99612.0904 ***** E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 13 de maio de 2017

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Rosa Marinheiro, “eu quero viver, mas ninguém vive 200 anos”


>>>>> Dona Rosa, Rosa, Rosinha, um pouco da trajetória de uma das personalidades mais antigas do bairro de Timbaubinha. 

         A senhora idosa, de fisionomia determinada, já não tem mais a mesma vivacidade do passado. “A rosa murchou depois da morte da filha Rosinete, em 2015”, afirma Maria Zuleide de Vasconcelos Albuquerque, sua primogênita. Durante duas horas, TIMBAÚBA EM FOCO conversou com Zuleide, e também com Deyse Vasconcelos de Albuquerque Brito e Adriana Araújo de Moura Albuquerque, respectivamente filha e nora de Zuleide. Colhemos interessantes dados sobre a biografia e a personalidade de uma das pessoas mais antigas do tradicional bairro de Timbaubinha, Rosa Marinheiro de Vasconcelos, noventa anos de idade completados no dia 15 de março.
         Rosa Marinheiro nasceu na cidade paraibana de Umbuzeiro, terra natal de um ícone do jornalismo brasileiro, Assis Chateaubriand (1892-1968).  Ao casar em 1952, com João Tavares de Vasconcelos, o Joca (1920-2006), veio residir em Timbaúba, exatamente em Timbaubinha, onde nasceram seus filhos Zuleide, Josabete, Rosinete (1960-2015) e Elias, que já lhe deram onze netos, dez bisnetos e um trineto. Na foto que ilustra esta matéria, a matriarca aparece ao lado do filho Elias e das filhas Zuleide e Josabete, na celebração dos seus 90 anos de idade.
        O que mais proporcionava satisfação a dona Rosa era o trabalho, colaborando com o esposo na gestão da Mercearia São João. No quintal da casa, criava porcos que lhe rendiam um ganho extra. Espírito de guerreira, sonhava alto, sempre teve bom gosto e se vestia nas melhores boutiques. Sua preocupação com o futuro dos filhos era uma constante, pois queira que todos se formassem, no tempo em que concluir o segundo grau não era algo comum. Vaidosa, cuidava da aparência e recorria a cremes rejuvenescedores. Comida? O trivial, galeto. Bebida? Um vinho seco de boa procedência.  Durante nossa conversa, seu bisneto João Pedro, filho de Deyse, envolve-se na conversa para revelar emocionado: Eu já ouvi várias vezes minha bisavó dizer “Eu quero viver, mas ninguém vive 200 anos”.
        A senhora idosa, de fisionomia determinada, convivendo hoje com as limitações impostas pela longa caminhada, adorava cantar “Choram as Rosas”, um dos maiores sucessos musicais da dupla Bruno & MarroneTalvez não seja interessante interromper Dona Rosa quando ele estiver com o olhar distante. Provavelmente estará “viajando” ao passado. Cantarolando sua música predileta.  

Choram as rosas
Seu perfume agora se transforma em lágrimas

E eu me sinto tão perdido.

Choram as rosas.



Chora minha alma.

Como um pássaro de asas machucadas,

Nos meus sonhos te procuro.

Chora minh'alma.


Lágrimas, que invadem meu coração.

Lágrimas, palavras da alma.

Lágrimas, a pura linguagem do amor.



Choram as rosas

Porque não quero estar aqui

Sem seu perfume.

Porque já sei que te perdi
E entre outras coisas
Eu choro por ti.



Falta seu cheiro

Que eu sentia quando você me abraçava.

Sem teu corpo, sem teu beijo,

Tudo é sem graça.


Lágrimas que invadem meu coração.

Lágrimas, palavras da alma.

Lágrimas, a pura linguagem do amor.



Choram as rosas

Porque não quero estar aqui

Sem seu perfume.

Porque já sei que te perdi.
E entre outras coisas,
Eu choro por ti.



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Por Daslan Melo Lima. Texto postado na revista TIMBAÚBA EM FOCO, página de Comportamento, edição nº 64, abril/2017. 
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"Choram as Rosas", composição de Alfredo Matheus / Versão: Joquinha
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Abaixo, outras imagens clicadas no aniversário dos 90 anos de Rosa Marinheiro. Fotos: DML/Passarela Cultural.
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Dona Rosa, Rosa, Rosinha
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Rosa e alguns dos seus netos e bisnetos
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Rosa com a nora Verônica e os genros Edilson Carvalho e Dinamérico (Sr. Dino).
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Na parede, uma foto da juventude, João e Rosa.
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IN MEMORIAM - Rosinete de Vasconcelos Carvalho, a grande ausente fisicamente. (Foto: Facebook)
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          Temos o dever de preservar e compartilhar as histórias relevantes de um povo, para que as novas gerações sintam orgulho de suas raízes.

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Um comentário:

DASLAN MELO LIMA disse...

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Comentário de Edine Carvalho, de Tabira, PE, neta de D.Rosa, via Facebook.
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Obrigada ❤❤❤❤
Sem palavras pra agradecer
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