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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 632, referente ao período de 13 a 19 de agosto de 2017. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefone: (81) 9.9612-0904 (Tim). ***** WhatsApp: +55 81 9.9612.0904 ***** E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 25 de março de 2017

Bom seria, pelo menos no outono da vida



Enquanto medito sobre os mistérios da vida e da morte, diante das pétalas da minha acácia amarela, caídas na madrugada, uma rã pula e se agarra ao muro. "Miss Terra", ao contrário do que faria quando tinha mais agilidade, não agride a rã. 
Clico a imagem emocionado com a atitude da minha gata.
Bom seria se os humanos respeitassem toda forma de vida, pelo menos quando nossa caminhada chega no outono da existência. 
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- Daslan Melo Lima, em Timbaúba, PE, março de São José e das águas de março fechando o verão.

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REFLEXÃO
"Perdoar o vencido é a gloria do vencedor."
- Lope de Vega (1562-1635), escritor espanhol. 
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AGENDA
27 de março, domingo, Dia do Circo
28 de março, segunda-feira, Dia do Diagramador - Dia do Revisor
30 de março, quarta-feira, Dia Mundial da Juventude
31 de março, quinta-feira, Dia da Integração Nacional - Dia da Saúde e Nutrição
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SESSÃO NOSTALGIA – Vera Lúcia Ferreira Maia, Miss Guanabara 1963, uma moça simples e com muitas ideias próprias

Daslan Melo Lima

        Década de 1960, ano de 1963. Durante apenas uma competição, que mobilizou a atenção do País inteiro, foram eleitas as representantes brasileiras para os três concursos internacionais mais famosos do mundo: Miss Universo, Miss Mundo e Miss Beleza Internacional.



TOP 3 DO MISS BRASIL 1963 - Da esquerda para a direita: Vera Lúcia Ferreira Maia, Miss Guanabara, terceiro lugar, semifinalista em Londres no Miss Mundo; Ieda Maria Vargas, Miss Rio Grande do Sul, primeira colocada, eleita Miss Universo em Miami Beach; e Tânia Mara Franco, Miss Paraná, segundo lugar, semifinalista em Long Beach no Miss Beleza Internacional.

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           Da alta classe de Vera Lúcia à derrota de Denise – toda uma história de beleza e de mágoas, assim destacava um suplemento especial sobre Misses na revista Fatos & Fotos naquele inesquecível 1963.  Enquanto Denise Rocha de Almeida, Miss Brasília, não se conformava com o quarto lugar, Vera Lucia Ferreira Maia, filha da cantora Nora Ney (1922-2003), dava um depoimento inteligente.



Vera Lúcia Ferreira Maia, com apenas 19 anos, passou de instrumentadora de cirurgia plástica a representante do Brasil no concurso Miss Mundo, em Londres. A viagem será em novembro e até lá não resta outra alternativa senão preparar-se física e espiritualmente para a grande batalha da beleza. Mas Vera Lúcia Ferreira Mia, embora frequente o Castelinho e adore música popular, tem ideias próprias, e seu próprio “credo” às avessas.
·         - Não creio que o casamento deve ser o primeiro objetivo de uma jovem da minha idade.
·           - Não creio que a juventude brasileira seja irresponsável e vazia.
·        - Não creio que a felicidade deva ser um fim. Ser feliz é estar bem com tudo. E nem tudo sempre é bom.
·         - Não creio em Nelson Rodrigues. Suas tragédias são mais deles do que nossa. Ele é mais personagem que autor.
·      - Não creio que baste a beleza: há o caráter, a personalidade, o charme e a sorte.
·         - Nunca li Kafka nem Sagan, o que falta a esta acumulou-se demais naquele.   
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             As representantes brasileiras para os mais importantes concursos de beleza do planeta já não são mais eleitas em uma única disputa. Já não há mais revistas dando os destaques devidos às nossas rainhas da beleza como os dados por Fatos & Fotos, Manchete, Mundo Ilustrado e O Cruzeiro.  
            E neste panorama nostálgico, em sua residência na capital de São Paulo, uma mulher bonita, bem humorada, com a classe e a inteligência que Deus lhe deu, abre um precioso álbum de recordações, repleto de imagens de um tempo que se foi.

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          E neste panorama nostálgico, em sua residência na capital de São Paulo, uma mulher bonita, bem humorada, com a classe e a inteligência que Deus lhe deu, fecha um precioso álbum de recordações, repleto de imagens de um tempo que se foi, e exclama: “Tenho que lembrar sempre estes momentos. Foram minhas vitórias!” Ela é Vera Lúcia Ferreira Maia, eterna Miss Guanabara 1963, uma mulher simples e com muitas ideias próprias.

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Vale a pena recordar a SESSÃO NOSTALGIA de 16/08/2008, 
"Vera Lúcia Maia, a filha Miss de Nora Ney"



sábado, 18 de março de 2017

Poesia X Sport Club do Recife


Na Ilha do Retiro, o meu Sport Club do Recife classificou-se para as quartas de final da Copa do Brasil, ao vencer o Boa Vista por 1x 0, quarta-feira, 15.
         Dúvida cruel. Ficar absorvido na transmissão do jogo ou caminhar sob a chuva através de um quadro que decora a casa do meu amigo Fabio França?
          Enquanto meu corpo assistia à competição, minh'alma rubro-negra estava na pintura, ao lado de anjos invisíveis, encantada com o cenário.
       Apito final. Fim de jogo. Hora da alma voltar para o corpo. Hora da alma e do corpo continuarem administrando minha missão de poeta.
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- Daslan Melo Lima. Timbaúba, PE, março de São José e das águas fechando o verão.

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REFLEXÃO
"Quem nunca caiu não tem uma ideia justa do esforço que precisa fazer para ficar de pé."
- Multatuli, pseudônimo de Eduard Douwes Dekker, escritor e maçon neerlandês que trabalhou como funcionário nas Índias Orientais Neerlandesas, atual Indonésia.
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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Carnaval de Timbaúba, 102 anos de resgate jornalístico

>>>>> O livro oferece uma breve história do carnaval da cidade, conhecida por se destacar com seus grandes blocos e agremiações



No dia 09 do mês passado, o auditório da sede da Sociedade Cultural e Musical 1º de novembro (Banda 1º de Novembro, a popular “Pé de Cará”), foi palco do lançamento do livro “Carnaval de Timbaúba – 102 anos de resgate jornalístico”, escrito por Jefferson Leal e sua mãe Socorro Cavalcanti, fruto de uma pesquisa que durou seis anos.  A obra foi produzida no parque gráfico da CEPE, Companhia Editora de Pernambuco.

Reginaldo Pessoa canta um frevo no palco da 1º de Novembro. Sentado, Jefferson Leal.
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Socorro Cavalcanti.
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     Jefferson Leal, timbaubense, é professor, cirurgião-dentista, Mestre em Perícias Forenses, Especialista em cirurgia buco-maxilo-facial, prestes a concluir o Doutorado. Também é presidente da Funjader, Fundação Jader de Andrade, e do Museu de Timbaúba. Socorro Cavalcanti, nascida em Macaparana, tendo residido em Timbaúba, é professora, advogada e Defensora Pública aposentada do Estado de Pernambuco.  

Os autores concedendo autógrafos.
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       Esse trabalho nos leva à primeira década do século passado trazendo-nos até nossos dias, mostrando como eram e como se portavam as pessoas da cidade de Timbaúba, com referência ao período momesco. São fragmentos carnavalescos adquiridos através de pesquisa realizada nos jornais A Serra, Timbaúba-Chic, Timbaúba Jornal e Jornal Jazz-Band. O período correspondente aos anos 70, 80 e 90 não foi registrado com a mesma qualidade como o que A Serra conseguiu durante seu apogeu, ressaltam os autores na apresentação do livro. E prosseguem:  Mesmo   assim, obtivemos dos anos 80 material relevante no jornal O Grilo, de um grupo de amigos respaldado pelo professor Lusivan Suna, com registros do carnaval bastante diferenciados. Fomos atrás de material de outras fontes, como exemplo no jornal da cidade de Goiana, A Província, de folhetos publicados perla Prefeitura Municipal e até de relatos pessoais para completar nosso resgate. Em 2003, Vital Bertino fundou o Jornal de Timbaúba, cobrindo este período recente, mas escasso de registros escritos, jornal que deixou de ser impresso após seu falecimento em 2012. Neste mesmo período outro entusiasta pela mídia, o Daniel Oliveira, criou o Correio de Mata Norte em 2007, que passou a ser publicado com o nome de Correio de Notícias em abril de 2009, por ter ocorrido a fusão da empresa responsável com outro grupo empresarial. Este mesmo grupo também é responsável pela revista Timbaúba em Foco, que serviu para nossa pesquisa, salientando que ambos veículos editoriais encontram-se em atividade.

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       Alga Marina, viúva do poeta João Feliciano, viajou no túnel do tempo ao revelar no prefácio que a corrente de lembranças a fez retornar ao tempo em que Luiz Marinho, pai do saudoso teatrólogo Luiz Marinho Falcão Filho, devidamente paramentado como rei Momo, abria os festejos no sábado de Zé Pereira.  “Os moradores saiam às calçadas para assistir a passagem, entre outros dos Bois de Carnaval, Caboclinhos, Caboclos de Lança, La Ursa e de blocos como Aconteceu no Oriente, sob o comando de João Castelar, Os Toureiros, As Ciganas Revoltosas, Arco-íris e As Virgens. ”
        Ilustrado com dezenas de fotos, algumas verdadeiras relíquias, o livro é, sem dúvida alguma, um rico documento da história timbaubense. Para quem não compareceu à noite de autógrafos e deseja adquirir um exemplar (quarenta reais), basta enviar um e-mail para    jeffleal@uol.com.br  .   

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SESSÃO NOSTALGIA – Débora Daggy, cara de Miss Universo

                             
Daslan Melo Lima

     Março de 2001. Entre tantas garotas lindas naquele primeiro dia de confinamento do concurso Miss Pernambuco 2001, no auditório do Hotel Central, em Caruaru, minha atenção logo foi despertada para uma jovem de penetrantes olhos cor de mel, Débora Michelle de Araújo Daggy, representante de Jaboatão dos Guararapes, município da região metropolitana do Recife. O que eu estava fazendo ali? Acompanhando Denise de Morais Silva, Miss Timbaúba, na condição de seu coordenador. No dia seguinte, aproximei-me de Débora e perguntei se ela era família de Tereza Daggy, uma moça encantadora que há uma década havia disputado o título de Rainha do Baile Municipal do Recife. Débora disse-me que era sobrinha de Tereza. 


         Na noite do dia 10, no Palladium, Débora Daggy foi eleita Miss Pernambuco, dando início a uma trajetória que fez dela uma das misses pernambucanas inesquecíveis.   

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Débora Daggy, Top 5 no Miss Brasil


Hotel Glória, Rio de Janeiro, 26/03/2001 -  Da esquerda para a direita: Raquel Farias, Miss Rio de Janeiro, quinto lugar; Joyce Yara Aguiar, Miss São Paulo, terceiro lugar; Juliana Borges, Miss Rio Grande do Sul, eleita Miss Brasil;  Fernanda Tinti Borja, Miss Minas Gerais, segunda colocada; e Débora Daggy, Miss Pernambuco, quarto lugar.
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Débora Daggy no Miss Intercontinental


         A beleza da mais bela pernambucana de 2001 não passou despercebida da organização nacional do Miss Intercontinental, resultando no convite para que representasse o Brasil na fase internacional. O certame foi realizado em 21/06, em Coburg, na Baviera, Alemanha. Foram 31 participantes. Débora não se classificou entre as  semifinalistas, no ano em que a coroa foi para a venezuelana Ligia Fernanda Petit Vargas.
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       Débora Daggy, vice-Miss Brasil Mundo 2001

      Em 28/09/2001, Débora Daggy voltou à passarela, desta vez no Shopping Center Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes,  na disputa pelo direito de representar o Brasil no Miss Mundo, que naquele ano aconteceria em 16/11, no Super Bowl, Sun City, África do Sul. A pernambucana ficou em segundo lugar no Miss Brasil Mundo, perdendo para Joyce Aguiar, terceira colocada no Miss Brasil 2001. 

Débora Daggy na noite em que conquistou o segundo lugar no Miss Mundo Brasil 2001, ao lado do jornalista Muciolo Ferreira e de Ana Cláudia Pessoa Romão, Miss Pernambuco Mundo 1990, terceira colocada no Miss Brasil Mundo 1990 e semifinalista no Miss Brasil 1992.

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Débora Daggy, a ninfeta 


      O Dicionário Informal da Língua Portuguesa define muito bem o que significa a palavra ninfeta: "Adolescente com a delicadeza de uma jovem, mas com a sensualidade de uma mulher.  Aquela linda ninfeta, apesar de ainda não ter atingido a maioridade, já provocava desejos em homens jovens ou adultos."          Logo após ser eleita, Débora Daggy passou a ter ainda mais visibilidade por conta do seu namoro com o político Jarbas Vasconcelos, então governador de Pernambuco.



          Recifense nascida em 05/12/1984, Débora Daggy tinha apenas 17 anos incompletos, ou seja, exatos 16 anos, três meses e cinco dias quando foi eleita Miss Pernambuco. Isso ficou comprovado publicamente em 2006, época em que, candidata a Deputada Estadual, teve seus dados postados na imprensa. 
         A pergunta que não quer calar: Teria ido mais longe na sua trajetória de miss caso fosse de maior idade? 
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Débora Daggy figurou na lista das 25 mulheres mais sexys de 2012 da revista IstoÉ Gente
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A jovialidade de Débora Daggy em 2014, fotografada por Rômulo Lins, treze anos depois de ter sido eleita Miss Pernambuco 2001. Cenário: Pátio de São Pedro, centro do Recife. 
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        A última vez que vi a hoje advogada Débora Daggy foi na noite de 21/03/2009, no Teatro da Universidade Federal de Pernambuco,  quando da realização do concurso Miss Pernambuco 2009. 
          O meu amigo Roberto Macêdo, jornalista, escritor e missólogo baiano, estava próximo a mim e fez uma observação abalizada quando a viu: "Débora Daggy tem cara de Miss Universo". 

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Imagens: Facebook

sábado, 11 de março de 2017

É março outra vez




Março de São José e das águas fechando o verão. 
Março de Petrus, meu quarto sobrinho-neto, nascido no Recife às 23h50min da quinta-feira, dia 04, fruto da união de Deluse, minha sobrinha-filha do coração, com seu amado Lamec.
Mais do que nunca, preciso reforçar minhas orações, a fim de que Deus tenha piedade deste conturbado planeta Terra, em nome de Petrus e de todos os bebês do universo. 
É março outra vez. 
Amém. 
Assim Seja. 
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Daslan Melo Lima
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REFLEXÃO
"Tudo é puro para aqueles que são puros e nada é puro para aqueles que são impuros."
- São Paulo (10-67), apóstolo cristão, em sua Epístola a Tito. 

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - Raquel e Rodrigo, "o nosso santo bateu"


Os protagonistas de um dos mais belos casamentos timbaubenses casaram num dia chuvoso


             Ela imaginava uma cerimônia nupcial às 15 horas, chegada na recepção ao pôr do sol e valsa sob a lua cheia. Deus, no entanto, cuidou das providências de outra forma. O dia 09 de fevereiro amanheceu chuvoso e assim continuou até o momento da noiva entrar na Capela da Escola Santa Maria. O sol se pôs discretamente. A lua e as estrelas apareceram timidamente.  

            “Que maravilha essa chuva! Chuva é uma coisa abençoada! ”, exclamou  Rosana, mãe do noivo, quando chegou de Palmares e encontrou Timbaúba cinza. “Também choveu no dia do meu casamento, mas a chuva parou na hora da cerimônia”, completou. Enquanto isso, Rodrigo Rolim dizia: “Eu queria que a música November Rain tocasse na minha entrada, mas não será possível.”  A canção “Chuva de Novembro”, do repertório de Guns N' Roses,   teria a ver com a atmosfera que antecedeu o casamento.

 Quando seus medos baixarem
e as sombras ainda permanecerem, 
eu sei que você pode me amar... 
Então, deixa pra lá a escuridão. 
Nós ainda podemos achar um caminho. 
Nada dura para sempre. 
Nem mesmo a fria chuva de novembro. 


        
   A timbaubense Raquel de Albuquerque Barbosa, profissional da área de Serviço Social, é filha de Rosivalda (Rosinha) Barbosa de Albuquerque e de Armando Barbosa dos Santos. O recifense Rodrigo Rolim Brandão, Administrador de Empresas, é filho de Alexandre Carvalho Brandão e Rosana da Silva Rolim Veloso. Ambos estão com 28 anos de idade.
            Faz oito anos que uma parada de ônibus perto da Universidade Federal da Paraíba, onde ambos estudavam, foi a primeira testemunha do amor que nasceu entre os dois. Quando ela estava saindo das aulas, ele estava chegando. "Determinação é a característica mais forte da personalidade do Rodrigo", afirmou Rosana. "Duas qualidades definem a forte personalidade de Raquel: perseverança e humildade", confessou Rosinha.  
              A chuva não tirou em momento algum o brilho da festa e a elegância das pessoas. Destaque absoluto para Rosinha, assim como para Rosana e Symone Lucena, mães do Rodrigo. Rosana, mãe biológica, e Symone, mãe do coração, levaram o filho até o altar, cuja cerimônia foi celebrada pelo Padre Antônio Inácio, da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, Mocós.
           Os noivos chegaram no Clube Verde Campo quando a Orquestra Som das Acácias começava a cantar um dos grandes sucessos da dupla Matheus e Kauan

Às vezes acho que devia te dizer mais vezes
que te amo e que te quero mais que qualquer coisa. 
Por essa noite vem morar aqui.
Tem gente que chega e muda os planos da gente.
E que faz a nossa vida caminhar pra frente. 

Agora sim, eu sei pra onde ir.
E dessa vida nada se leva.
E no fundo todo mundo espera
um amor que venha pra somar, pra completar. 

O nosso santo bateu, 
o amor da sua vida sou eu.
Tudo que é meu hoje é seu. 
E o fim nem precisa rimar.

             Um dos momentos de grande emoção se deu quando Rosana pegou o microfone para cantar Como é grande o meu amor por você, arrancando aplausos e lágrimas da assistência. Os comes e bebes se estenderam até uma hora e trinta minutos do domingo, depois de um pequeno show de Sullivan e Banda.  No dia seguinte, Rodrigo e Raquel, que vão fixar residência em João Pessoa, partiram para lua de mel em Foz do Iguaçu. O santo deles bateu, com certeza. 

E dessa vida nada se leva.
E no fundo todo mundo espera 
Um amor que venha pra somar, pra completar.

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Crônica publicada na página de Comportamento da revista TIMBAÚBA EM FOCO, fevereiro/2017, edição 70.

SESSÃO NOSTALGIA – Bianca Rocha, Miss Bahia 1989, polegadas no lugar certo

Daslan Melo Lima



       
     A foto da bela Bianca Rocha, posando de maiô com uma emblemática fita métrica, ilustrando a secção Gente da revista Veja, de 29/03/1989, mexeu com o País inteiro. A expectativa era de que a sobrinha da lendária Martha Rocha pudesse ser eleita Miss Brasil, trinta e cinco anos depois de sua tia ter perdido o título de Miss Universo 1954, por causa das lendárias duas polegadas a mais nos quadris.




     Oitenta e seis centímetros de busto, 21 de tornozelo, 93 de quadris, 60 de cintura e 1,68 metros de altura. Com essas medidas, a estudante Bianca Rocha, 19 anos, aluna do 3º ano do 2º grau e futura vestibulanda de Odontologia, levou para casa, na semana passada, o título de Miss Bahia 1989. Leitora contumaz de Jorge Amado e Sidney Sheldon – ela nunca tocou as mãos em O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, a leitura de dez em cada dez misses -, Bianca agora se vangloria de ter formas mais precisas do que as de uma de suas tias – Martha Rocha, 54 anos, que há 35 deixou de conquistar o cetro de Miss Universo exatamente por culpa de duas polegadas a mais nos quadris. 
“Comigo está tudo certinho, não há polegadas a mais ou a menos”, diz Bianca, que lança mão de uma fita métrica para sustentar sua tese”. No próximo domingo, dia 1º, estará brigando pelo título de Miss Brasil.
Na trilha do sucesso da sobrinha, Martha Rocha, afastada das passarelas, mas ainda bonita, aproveita para colocar os pingos nos is. “Na ´época em que eu concorria, o padrão de beleza dos concursos exigia uma proporcionalidade entre o tamanho do busto e o dos quadris. No meu caso, a diferença foi de 3 centímetros”, diz Martha. “E olhe lá que isso não chega a ser as tais 2 polegadas.”
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        Bianca Queiróz Rocha ficou entre as semifinalistas (top 12) do Miss Brasil 1989. A vencedora, Flavia Cavalcanti Rebêlo, Miss Ceará, acabou marcando época, não apenas pela sua beleza e doçura, mas por ter sido a última Miss Brasil do que se convencionou chamar de “era Silvio Santos”. 
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A sobrinha de Martha Rocha perde: polegadas a menos. Beleza pode ser coisa de família? No caso dessas duas parece que sim. Martha Rocha, a eterna Miss Brasil, só perdeu o Miss Universo em 1954 por causa das famosas duas polegadas a mais. Mas, embora não tenha trazido o título, o mundo inteiro reconheceu que seus olhos azuis e sua simpatia davam de 10 na plástica perfeita de Mirian Stevenson, a representante dos EUA, que acabou sendo a escolhida. Passados 25 anos, acontece uma estória semelhante: Bianca Queiroz Rocha, a Miss Bahia, só ficou longe da coroa e do cetro de Miss Brasil 89 por uma questão de medidas. Nesse caso, ao invés das polegadas a mais, a sobrinha de Martha Rocha tem 10cm a menos: com seus 1,68m, era uma das três mais baixinhas do concurso. Em compensação, seu charme foi premiado: Bianca ganhou o título de Miss Simpatia, conquistado numa disputa acirrada com a Miss Roraima. (Revista Manchete, 15/04/1989, nº 1.930. ano 37) ***** Detalhe: o texto da Manchete citou "Passados 25 anos", quando o certo seria "Passados 35 anos".  

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       Mãe de dois filhos, Bianca Rocha mora hoje no município de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, BA. Se suas polegadas já tiveram ou não no lugar certo, pouco importa. Sabemos que essas coisas não têm tanto relevância, a julgar por várias Misses que foram eleitas Miss Universo fora de alturas e medidas consideradas teoricamente ideais.
      A beleza, jovialidade, simpatia e carisma de Bianca Rocha continuam no lugar certo, conforme atestam estas duas fotos do seu Facebook, vinte e oito anos depois de ter sido eleita Miss Bahia 1989.
          


            
    
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quinta-feira, 2 de março de 2017

O FREVO CONTINUA - Crônicas do carnaval de 2017


O FREVO CONTINUA 

O Carnaval se foi, mas a sombrinha e as fitas penduradas no teto continuam dançando frevo. 
O Carnaval se foi, mas a expectativa de outras folias semeia leveza na quinta-feira nublada, após a chuva da madrugada. 
O Carnaval se foi, mas o frevo continua oferecendo doses extras de poesia no dia a dia.
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- Daslan Melo Lima, no Bar do Bode, Timbaúba, PE, .02 de março de 2017.

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