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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 616, referente ao período de 23 a 29 de abril de 2017. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefones: (81) 99612.0904 (Tim) e (81) 99277.3630 (Claro) ***** WhatsApp: +55 81 99612.0904 ***** E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 28 de fevereiro de 2015

EU TAMBÉM SOU CARIOCA


        “O que é ser carioca? É ter nascido no Rio de Janeiro. Sim, é claro, e também não. Não porque ser carioca é antes de tudo um estado de espírito. Ser carioca é uma definição de personalidade. É detestar trabalhar (mas trabalhar); é acreditar que tudo se arranja (e arranja mesmo); é gostar de estar sempre chegando e não querer nunca ir embora; é ter ritmo em tudo para tudo; é ter em alta dose o senso do ridículo e da oportunidade; é gostar de gente mesmo falando mal; é gostar de banho de chuveiro; Isso é ser carioca.” 
      Sou nordestino, alagoano de berço e pernambucano de coração, mas a julgar pelo que disse o poeta Vinicius de Morais (1913-1980), eu também sou carioca. 
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UM DRINK COM AVA GARDNER - Lá dentro, no Copacabana Palace,  acontece uma festa com a presença de muita gente famosa, mas isso não me interessa. Tudo o que eu desejaria era entrar no túnel do tempo e me deparar com um ícone do cinema que aqui se hospedou, Ava Gardner (1922-1990). Saudosista que sou, com ela não tomaria um drink, seria um generoso pileque, rsrsrs... - Daslan Melo Lima, no Copacabana Palace, Rio de Janeiro, fevereiro de 2015.
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TESTEMUNHA - Dionélio, meu sobrinho-filho do coração, subiu comigo para visitar o Cristo Redentor e fez um selfie ímpar, com o Pão de Açúcar lá embaixo, testemunha do nosso afeto. 

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CONDUZ-ME LUZ SUAVE - Com tranquilidade e disposição, enfrento com fé os 382 degraus da Igreja da Penha, no Rio de Janeiro. Descarto o elevador, que facilitaria a subida. Prefiro vivenciar os versos de um velho hino religioso: “Conduz-me luz suave, vigia os meus pés. Não peço para ver a paisagem distante. Um passo é bastante para mim.” 

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DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

REPORTAGENS DA TV CIDADE


A TV Cidade é uma realização da DJ Publicidades. Nos links que se seguem, você confere matérias focalizando aspectos sociais, culturais, econômicos e religiosos do bairro de Mocós. O programa foi exibido ao ar livre, na praça Hugo de Andrade, no dia 10 de fevereiro.


Entrevista com o padre Antônio Inácio
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                                Vida de artista, Irene Silva e Janúbio Andrade, cantores
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Artesanato, a fabricação de redes e tapetes
http://www.youtub
e.com/watch?v=yoNtynSvojM&feature=share&fb_ref=share
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Entrevista com o ator Rogério Vital
https://www.youtube.com/watch?v=71SFZIQmbvw
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O cinquentenário do Bangu Futebol Clube
http://www.youtube.com/watch?v=QDo9zcupx2c&feature=share
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Entrevista com Edmilson Alves, presidente da Associação dos Moradores 
https://www.youtube.com/watch?v=NIHIoYl_yG0#t=16
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Gatos e gatas, belezas do bairro 
http://www.youtube.com/watch?v=AqWJU37ogIE&feature=share
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O potencial do Ferro Velho do Babá, empresa fundada há 30 anos 
http://www.youtube.com/watch?v=4gvwNeq1UAg&feature=share
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SESSÃO NOSTALGIA - Uma tarde com Maria Helena Leal, vice-Miss Guanabara 1970

Daslan Melo Lima


     O nosso encontro estava marcado para as 17 horas da sexta-feira, 20 de fevereiro, num restaurante de Copacabana. Cheguei com meu amigo Muciolo Ferreira, jornalista pernambucano, meia hora antes ao local combinado. Cada minuto que passava, mais ansioso eu ficava para conhecer pessoalmente aquela que ilustrou as mais importantes capas das revistas brasileiras de 1969: Maria Helena Leal Lopes, Miss Telefônica Atlético Clube. Ela chegou acompanhada da filha Agnes Lealt. Abraçei aquela mulher sorridente, brincalhona, e pedi que me beliscasse para eu ter certeza de que não estava sonhando.

      A Maria Helena Leal de hoje  tinha me dito por telefone, muito antes de agendarmos nosso encontro: “Daslan, esqueça aquela menina de cabelos longos que você viu nas capas de revistas. Aquela garota não tem nada a ver com a mulher de hoje. Aquilo já passou.”  Já passou, em termos, pois quem foi rainha nunca perde a majestade. Por isso vale a pena recordar um pouco do passado dessa deusa carioca.

       No dia 21 de junho de 1969, enquanto 32 candidatas desfilavam na passarela do Maracanãzinho disputando o título de Miss Guanabara, milhares de pessoas lamentavam o fato de ali não estar desfilando a linda morena Maria Helena Leal Lopes, Miss Telefônica Atlético Clube. Nascida no dia 17/09/1951, Maria Helena não tinha ainda 18 anos completos, idade mínima exigida para concorrer ao título. Uma determinação do Juizado de Menores, uma semana antes, proibiu sua participação no certame.
         
Maria Helena Leal Lopes foi a primeira garota a se inscrever no Miss Guanabara 1969 , e logo passou a ser apontada como a grande favorita. Quando a revista O Cruzeiro divulgou suas fotos como primeira candidata ao Miss GB, a reportagem afirmava que ela tinha 18 anos. Aconteceu que no mês seguinte, alguém denunciou a sua menoridade. Comentou-se na época que a denúncia poderia ter partido de um ex-namorado. O Presidente do Telefônica Atlético Clube foi notificado que deveria provar a idade dela no prazo de 24 horas. Seus advogados recorreram, pois jamais poderiam provar que ela tinha 18 anos. Apresentaram um documento dos seus pais com firma reconhecida, autorizando sua participação. A coisa serenou e Maria Helena deu continuidade aos preparativos visando a disputa do Miss Guanabara. Seu pai precisou resolver uns negócios pessoais nos Estados Unidos e viajou certo da vitória da filha.  Faltando apenas uma semana, o Juizado de Menores fez prevalecer a proibição legal. Sorridente e sem mágoas, ela compareceu ao Maracanãzinho para incentivar suas companheiras. Quando o público percebeu sua presença, os aplausos foram muitos. Tirou fotos nos estúdios das revistas ao lado da vencedora, Mara do Carvalho Ferro, Miss São Cristóvão Imperial, que não cabia em si de alegria pelo título e pelo prêmio máximo: um automóvel Volkswagen  de quatro portas. No Miss Brasil, Mara conseguiu o quarto lugar, perdendo para Vera Fischer, Miss Santa Catarina, primeiro lugar; Maria Lucia Alexandrinho dos Santos, Miss São Paulo, segunda colocada; e Ana Cristina Rodrigues, Miss Rio Grande do Sul, terceiro lugar.
           
         A repercussão da proibição de Maria Helena participar do Miss Gunabara 1969 rendeu matérias na imprensa nacional, lado a lado com outros casos que marcaram o mês de junho do último ano da década de 60 : A derrota da seleção inglesa no Maracanã, que excursionava pela América Latina, diante da Canarinha, aumentando a esperança de que o Brasil poderia ser tricampeão mundial no ano seguinte; o  encontro de Nelson Rockfeller e Costa e Silva, no Palácio da Alvorada; a morte de Cacilda Becker; a eleição de Georges Pompidou, presidente da França;  o nascimento de Carlo Ponti Jr, o esperado primogênito de Sophia Loren;  a recepção ao Paulo VI em Genebra;  e o  sucesso do filme Buillit, estrelado por Steve McQueen.
         
         Moradora da Tijuca e aluna do 2º ano clássico do Colégio Pedro II, Maria Helena tinha participado do concurso “Senhorita Rio 1968”, onde foi vice de Ângela Catramby . Dona de um sorriso encantador, extrovertida, inteligente, adorava lasanhas e massas de todos os tipos, mas tinha a maior facilidade para emagrecer. Como seus sonhos de participar do Miss Guanabara foram frustrados, ela não teve dúvida de transferi-los para o ano seguinte. E em 1970, no Pavilhão de São Cristóvão, uma vez que o Maracanãzinho tinha sofrido um incêndio, lá estava ela, tranquila, linda, disputando o Miss Guanabara, representando o Telefônica Atlético Clube. Perdeu para Eliane Fialho Thompson, Miss Floresta Country Clube, eleita depois Miss Brasil e uma das 15 semifinalistas do Miss Universo 1970, vencido pela porto-riquenha Marisol Malaret Contreras. Para a maioria dos missólogos, Maria Helena Leal tinha tudo para ser a Miss Brasil 1969. "Se ela tivesse disputado o título nacional, Vera Fischer não existiria”, dizem alguns. 

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     Vamos mudar de assunto e falar da  Maria Helena Leal da Costa Pinto. Professora de Educação Física do Estado do Rio de Janeiro, onde dá aulas de natação e hidroginástica nas escolas de ensino fundamental e médio; viúva do médico otorrino Jairo da Costa Pinto Filho, uma personalidade humanitária que dirigiu um hospital carioca, falecido em 27/12/2001; e mãe de Agnes Lealt, sua única filha, fruto do seu casamento com o Dr. Jairo Costa. 

Muciolo Ferreira, eu, Maria Helena e Agnes
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Muciolo Ferreira, Maria Helena e eu
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Maria Helena, eu e Agnes Lealt
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A musa e sua herdeira
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        Durante umas quatro horas, Maria Helena falou sobre amaores, desamores, sonhos, ilusões, desilusões... Na juventude, seus valores eram outros, nunca fez concessões e a fama e a fortuna não estavam entre os seus objetivos. Citou até fatos desconhecidos pela filha Agnes, uma jovem linda que nunca quis saber das passarelas. Agnes é formada em publicidade pela PUC/Rio, estudou em Londres e lida com p
rodução de cinema e televisão. Agnes folheou com atenção a revista Fatos & Fotos , de 03 de julho de 1969, que eu tinha levado para sua mãe autografar, e ficou muito alegre ao ver em página dupla a equipe do seu Fluminense Futebol Clube, campeão carioca de 1969. 


Autógrafo de Maria Helena. 
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        Desde 1969, eu sonhava ficar frente a frente com Maria Helena. Demorou, mas como tudo é no tempo de Deus, agradeci ao Senhor do Universo por ter realizado mais um sonho do menino alagoano de São José da Laje que um dia eu fui.
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          Abaixo, tendo ao lado os respectivos links, a relação das secções Sessão Nostalgia dedicadas a Maria Helena Leal.

02 de março de 2008 - SESSÃO NOSTALGIA – Maria Helena Leal Lopes, vice-Miss Guanabara 1970, 
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13 de março de 2010 – SESSÃO NOSTALGIA – A história de Maria Helena Leal Lopes, vice-Miss Guanabara 1970, http://passarelacultural.blogspot.com.br/2010/03/sessao-nostalgia_13.html
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16 de outubro de 2010 – SESSÃO NOSTALGIA - Concurso Miss Guanabara 1970,
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03 de março de 2012 – SESSÃO NOSTALGIA – Maria Helena , vice-Miss Guanabara 1970, a beleza permanece na alegria de viver, http://passarelacultural.blogspot.com.br/2012/03/sessao-nostalgia.htmliver

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domingo, 22 de fevereiro de 2015

AI DE TI, COPACABANA

          
       
         
         Se o calor aumentar mais um pouco, eu acho que tiro toda a roupa. Se o calor continuar assim, ai de nós, ai de mim, um dia todos andarão nus no Rio, de janeiro a dezembro. Sinto saudades do Recife e relembro Alceu Valença cantando no Marco Zero “Ai de ti, Copacabana”, https://www.youtube.com/watch?v=UBPETwIVUOI . Tudo a ver como o meu estado de espírito.



         Eu te procuro nos lençóis da minha cama.
Ai de ti, Copacabana, será duro o teu penar. 
Pelo pecado de esconderes quem me ama. 
Ai de ti, Copacabana, serás submersa ao mar
No mar, oh, oh, no mar... 

O riacho navega pro rio
E o rio desagua no mar

Pororoca faz um desafio

No encontro do rio com o mar
No mar, oh, oh, no mar


Então mergulho no meu sonho absurdo, 
entre carros, conchas, búzios, 
entre os peixinhos do mar. 
Lembro Caymmi, Rubem Braga, João de Barro
e sigo no itinerário da princesinha do mar. 
No mar. oh, oh, no mar... 

-  Daslan Melo Lima, Rio de Janeiro, fevereiro/2015.


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sábado, 7 de fevereiro de 2015

ENQUANTO O NOSSO TREM NÃO VEM, NÃO VEM. NÃO VEM...

PARTIDA - Numa recente tarde nublada, ele passou por mim, deu um leve sorriso e cumprimentou-me. Eu não poderia imaginar que sua essência estava a um passo de abandonar seu corpo físico. 

       A notícia da morte do vereador Jerônimo Manoel da Silva, o Jerônimo do Trânsito, ontem, vítima de colapso cardíaco, 65 anos de idade a completar no dia 13 de abril, deixou Timbaúba perplexa. 

      Dia e noite, noite e dia, convivemos com nascimentos e mortes, chegadas e partidas. Meditar que na casa do Pai há muitas moradas é o melhor consolo para nós que ficamos na estação, enquanto o nosso trem não vem, não vem, não vem...  Daslan Melo Lima.
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O corpo de Jerônimo está sendo velado na Rosa Master, de onde sairá ás 16 h para sepultamento no Cemitério de Santa Cruz.


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