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SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 632, referente ao período de 13 a 19 de agosto de 2017. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefone: (81) 9.9612-0904 (Tim). ***** WhatsApp: +55 81 9.9612.0904 ***** E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 27 de outubro de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO - FUNJADER, UM MUSEU PARA TIMBAÚBA

FUNJADER, UM MUSEU PARA TIMBAÚBA



            Desde o dia 20 de outubro que a cidade ganhou um Museu, guardião de peças importantes da memória timbaubense, uma iniciativa da FUNJADER-Fundação Jader de Andrade, à frente o Dr. Jefferson Luiz Figueiredo Leal, 44 anos, formado  pela Faculdade de Odontologia de Pernambuco ( FOP/UPE) em 1988, com especialização em cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial  também pela FOP/UPE, em 1994.  


Jefferson Leal

Casado com Emanuella Ramos. pai de Giulia e Igor. e  atarefado na confecção da sua  dissertação sobre entomologia,  para conclusão do Mestrado em Perícias Forenses pela mesma instituição FOP/UPE, Jefferson Leal encontra tempo para dar sua aparcela de contribuição á cultura da cidade.
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PASSARELA CULTURAL - A que atribui seu interesse pela cultura? 
JEFFERSON LEAL - Ao meu  pai  Dierson Pacheco Leal , pois sempre o observei  inteirado com o teatro e a boa música.  
PC - Como surgiu a ideia de criar a Fundação? 
JL - Na verdade fui convidado por Lusivan Suna para participar  de um grupo com a finalidade de angariar fundos e resgatar o Cine Teatro Recreios Benjamin. Foi aí que observamos que o melhor caminho para isso seria através de uma fundação e ao final  acabei como presidente da FUNJADER, fundada em 10/06/2010.
PC - Como surgiu a ideia de criar o Museu? 
JL - Este é sonho era antigo. Desde muito pequeno eu colecionava de tudo, devido ao meu avô Otávio Cavalcanti ( pai da minha mãe  Maria do Socorro Figueiredo Leal ) viver de comprar e vender sucatas. Eu sempre dava um jeito de conseguir uma peça para minha coleção,  evitando que  ele se desfizesse da mesma.
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        O Museu da Funjader está localizado na Rua Almirante Barroso, s/n, no imóvel anexo à APA, vizinho ao Ministério Público, no bairro Três Cocos. O prédio pertence à Igreja Católica e o contrato de comodato irá até 2017, quando até lá se espera que o Museu esteja funcionando em sede própria.  Inicialmente, as visitas deverão ser agendadas através do telefone (81) 3631.0599.
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          Durante a solenidade de inauguração, conduzida por Celma Lucia Vasconcelos, tivemos a apresentação do  Conjunto Musical Da Capo sob a Coordenação  Musical  do Prof.  Alberto Guerra,  do Conservatório Pernambucano de Música, formado por  crianças de oito a quinze anos de idade  que apresentaram  Allemande, Il Ballo De Colla, Cantate Domino dentre outros clássicos, tocando  flauta doce, teclado, violão, violino, cello,  sax e percussão. 
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Celma Lucia Vasconcelos, Luiz Rodrigues e Jefferson Leal
Daslan Melo Lima, Junior Rodrigues e Celma Lucia Vasconcelos

        Também houve a entrega da Medalha Jader Andrade. A honraria é uma forma da Fundação  incentivar a divulgação  e fomentação da cultura,  Entre doze candidatos indicados em 2012, a escolha, através de votação em assembléia geral, recaiu em  Luiz Rodrigues, fundador  da Faculdade de Timbaúba,  e  Marinaldo Rosendo de Albuquerque,   prefeito, que na ocasião foi representado por Junior Rodrigues.
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Sala dedicada à época de ouro do pólo calçadista de Timbaúba.
Aspecto da sala principal onde se vê na parede uma foto de Jader de Andrade (1886-1931). Um móvel envidraçado abriga um exemplar da revista O CRUZEIRO, de 22/03/1958, focalizando Timbaúba como um dos 10 municípios de maior progresso no Brasil.
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Várias personalidades comprometidas com a cena cultural timbaubense marcaram presença na inauguração do Museu de Timbaúba, entre elas: 

Luiz e Mercês, um dos casais mais queridos de Timbaúba. O Sr. Luiz enxerga muito pouco e anda com dificuldade, mesmo assim, apoiado pela esposa amada, não deixou de comparecer ao histórico evento.  
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Zorilda Chaves, Izabel Figueiredo, Conceição e a filha Manuela e Socorro Leal (mãe de Jefferson Leal).
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Três gerações da família Chaves. A matriarca Zorilda ladeada pela filha Kyola e a neta Marcela.

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              Outros comentários e fotos serão postados na próxima edição .
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SESSÃO NOSTALGIA - EM MEMÓRIA DE VERA MARIA BRAUNER


Por Daslan Melo Lima

       No dia 13/09/2008, sob o título VERA MARIA BRAUNER, OS OLHOS AZUIS QUE DISSERAM NÃO A HOLLYWOOD,  esta secção rendeu um  tributo a uma gaúcha maravilhosa que se tornou um dos ícones dos mágicos anos 60.  No dia 16/02/2011, um leitor de PASSARELA CULTURAL postou o  seguinte comentário:

Caros Leitores!
Vou aproveitar e abusar um pouco da nostalgia!!
Essa bela moça, hoje com certeza muito mais bela senhora, povoa os meus sonhos desde a infância. Foi minha professora numa escolinha publica em Pelotas ( Dr. Ottoni Xavier) lá pelos idos de 1968. Desse momento crucial na minha vida pela perda de meu pai, lembro com carinho daquele anjo (Era linda como um anjo) que me aplacou a dor, com palavras doces, cuidado e muita atenção. Obrigado por tudo minha querida Professora Vera... É importante que as pessoas saibam que além de Miss detentora de uma beleza ímpar, acima de tudo você é um ser humano fantástico.
Saúde e Paz!
com carinho,
Francisco Borges Neto

          O texto acima diz muito do lado humano de Vera Brauner, encontrada morta no sábado, 20, vítima de colapso cardíaco, ao meia dia, na sua residência de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Casada com João Roger Damé,  mãe de três filhos e avó de quatro netos,  Vera Brauner tinha 70 anos de idade, completados em 11 de fevereiro.



      A Sessão Nostalgia original em sua homenagem  continua online neste blog,   http://passarelacultural.blogspot.com.br/2008/09/sesso-nostalgia_13.html , mas estou reeditando a matéria  como forma de render mais um culto à eterna Miss Rio Grande do Sul  1961.



        DEUS convocou Vera Maria Brauner para uma outra missão na passarela de outra dimensão. A comissão julgadora e a plateia mudaram. Vera Maria Brauner está no caminho da verdadeira Luz. Uma faixa diferente, um manto especial, uma coroa singular e um cetro iluminado estão revestidos de eternidade para adornar a Miss Brasil Beleza Internacional 1961.
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SESSÃO NOSTALGIA - VERA MARIA BRAUNER , OS OLHOS AZUIS QUE DISSERAM NÃO A HOLLYWOOD

Daslan Melo Lima

          Agosto de 1961. VERA MARIA BRAUNER DE MENEZES tinha conquistado o título de segunda mulher mais bela do mundo no International Beauty Congress( Miss Beleza Internacional), em Long Beach, Califórnia, e estava visitando os estúdios da Warner Brothers. Os caçadores de talentos ficaram loucos por aquela jovem de olhos azuis e ofereceram propostas tentadoras para que ela se tornasse uma estrela de cinema. O galã Peter Brown, protagonista de “Lawman”(O Homem da Lei) a queria como leading-ladyMas os sonhos da linda garota eram outros. Ela queria voltar logo para o Brasil. Já tinha recebido um cheque de 4 mil dólares pelo segundo lugar e queria usar aquele dinheiro para melhorar a situação da família modesta. Estava feliz por ter chegado aonde chegou e tudo que desejava era saborear um churrasco, cumprir seus compromissos de Miss e depois casar com João Roger Damé, seu noivo e namorado desde os 12 anos de idade, recém aprovado em quarto lugar no concurso do Banco do Brasil.

As imagens que ilustram esta matéria são fotos-reproduções da revista MANCHETE, apenas uma delas, a de tom sépia, é de O CRUZEIRO.

VERA MARIA BRAUNER, Rainha da Quadra 1953

          Vera nasceu no dia 11/02/1942. Aos 11 anos de idade era considerada uma das meninas mais lindas de Pelotas. Durante uma festinha, regada a muitos doces e refrigerantes, foi coroada Rainha da Quadra, a mais bela garota da rua onde morava. Era o começo da glória. Aos 13 anos de idade, seu maior sonho era ser dentista. Mudou de idéia e passou a pensar em ser professora depois que soube que os estudantes de odontologia tinham aulas extraindo dentes de cadáveres.Aos 19 anos era eleita Miss Pelotas representando o Laranjal Praia Clube. Em seguida, venceu 15 candidatas na disputa pela coroa de Miss Rio Grande do Sul 1961.

VERA MARIA BRAUNER, Vice-Miss Brasil 1961

          Maracanãzinho, Rio de Janeiro, 17 de junho de 1961. Concurso Miss Brasil. Vera Maria Brauner era uma das favoritas. O resultado que apontou a mineira Stael Maria da Rocha Abelha como a nova Miss Brasil agradou em cheio as 25 mil pessoas presentes. Stael foi a mais aplaudida, seguida das Misses Guanabara, Rio Grande do Norte, Pará, Pernambuo, Rio Grande do Sul e Bahia. As finalistas, por ordem de classificação, foram:

Miss Minas Gerais, Stael Maria da Rocha Abelha,representante do Brasil no Miss Universo; 

Miss Rio Grande do Sul, Vera Maria Brauner de Menezes, representante do Brasil no Miss Beleza Internacional; 
Miss Guanabara, Alda Maria Coutinho, representante do Brasil no Miss Mundo; 
Miss Ceará, Elza Maria Lauriano dos Santos; 
Miss Bahia, Stella Maria Rocha Lima, 
Miss Pará, Filomena Maria Jorge Chaves, 
Miss Pernambuco, Maria Lúcia Santa Cruz;
Miss Rio Grande do Norte, Carmem Aurélia Rodrigues de Lima



Vera Maria é beleza escolástica, nascida em Pelotas, no Rio Grande do Sul, olhos azuis, cabelos castanhos. Ei-la em termos métricos: 1,70 de altura, 57 de peso, 56 de coxa, 21 de tornozelo, 94 de busto, 60 de cintura, 94 de quadris, e mais tudo aquilo que não pode ser medido, porque faz parte de sua irradiação pessoal. Cursa o 3° ano Normal. E gosta de missa aos domingos e de cinema em dias úteis. João Roger, o noivo, ficou mais nervoso que ela. Estava para arrebentar no Maracanãzinho. Apesar de ter desfilado uma única vez, quando debutou, foi grau 10 na passarela. Esteve garbosa como uma fragata, para repetir uma frase de Rachel de Queiroz. Foi espontânea, como se ninguém estivesse olhando os seus passos, nos 130 m de passarela. Revelou um detalhe de sua vivência no Maracanãzinho: sentia o queixo tremer no desfile. Trepidava tanto que não podia rir. Outras misses concordaram com Vera. Dia 14 de julho voará para Long Beach, onde seu tipo é sucesso total. O rosto, principalmente. (O CRUZEIRO, 1º/07/1961)

VERA MARIA BRAUNER, Vice-Miss Beleza Internacional 1961




          Para a imprensa americana, as favoritas ao título de Miss Beleza Internacional 1961 eram as representantes de Hong Kong, China, Madagascar, Panamá, Holanda, Itália, Luxemburgo e Israel. Mas a comissão julgadora decidiu assim: 
Primeiro lugar, Miss Holanda, Constance (Stanny) van Baer; 

Segundo lugar, Miss Brasil, Vera Maria Brauner de Menezes;
Terceiro lugar, Miss Espanha, Maria Del Carmen Cervera Fernández, (quarta no Miss Europa e terceira colocada no Miss Mundo 1961); 
Quarto lugar, Miss Canadá, Edna Dianne MacVicar ; 
Quinto lugar, Miss Islândia, Sigrun Ragnarsdóttir.



          Para Vera, as mais belas eram as representantes da Islândia, Holanda, Espanha, Alemanha e Canadá, mas deixou claro que os jurados americanos primavam pela honestidade. Após a solenidade de coroação, alguns brasileiros que estavam presentes ao concurso resolveram promover uma festa. Pela legislação local, Vera era menor, ainda não tinha 21 anos de idade. Resultado: quando os relógios marcaram uma hora da madrugada, os americanos obrigaram-na a ir dormir.

          Quando estava em Los Angeles, Vera perdeu em um free-way duas peças do seu traje típico: o tabuleiro que usava como chapéu e os sapatos de baiana. Fiquei com uma enorme pena, porque ia guardar tudo como recordação dessa fase da minha vida. 

VERA MARIA BRAUNER, Valeu a pena ser Miss

          Declarações de Vera Maria Brauner à MANCHETE, de 07/05/1966, ao ser indagada se vale a pena ser Miss:
Vale a pena, sim. São grandes as emoções, grande a expectativa, numerosas as alegrias.Comigo tudo aconteceu como num sonho maravilhoso, pois desde o começo ningúem acreditava nas minhas possibilidades. Eu própria achava que não tinha chance. Em Long Beach, depois de dias de grande incerteza, pois a imprensa da Califórinia não me incluía entre as finalistas, ganhei o segundo lugar. Foi uma grande vitória. Nessa noite, o meu noivo João Roger Damé, estava ao meu lado, orgulhoso de mim. Pouco depois, nos casamos, e hoje, quando pensamos nas peripécias do concurso, achamos que a nossa filhinha Danielle bem poderia, algum dia, ser também candidata a Miss Brasil.


Desabafo : Não compreendo porque motivo, ainda hoje, quando se fala em Miss Brasil daquele ano, mencionam o nome de Stael Abelha. Até mesmo no Maracanãzinho quando lêem a lista das que foram eleitas anteriormente, o nome de Stael vem em lugar do meu. Considero isto uma falta de consideração, não comigo, mas com o Rio Grande do Sul. Seria o mesmo que dizer que o Presidente da República, até 1965, foi Jânio Quadros, quando se sabe que Jânio também renunciou em 1961.

EPÍLOGO

          Stael Maria da Rocha Abelha, primeira colocada no Miss Brasil 1961, renunciou ao título após participar do Miss Universo, alegando que deixava o reinado por amor ao seu namorado, o político Múcio Ataíde. Stael Abelha não figurou entre as semifinalistas do Miss Universo, o mesmo acontecendo com Alda Maria Coutinho no Miss Mundo, cabendo a Vera Brauner a glória de ser a brasileira de maior destaque internacional em 1961.
          Após participar do Miss Beleza Internacional, Vera Maria Brauner conheceu Nova Iorque. Ao voltar ao Brasil, viveu emoções inesquecíveis: recebida com festas no Rio de Janeiro, desfile apoteótico em carro aberto por Pelotas e uma cerimônia em um programa de televisão, quando foi oficialmente coroada Miss Brasil 1961.
          Em junho de 1962, o Maracanãzinho em peso lhe aplaudiu ao desfilar pela última vez para coroar sua sucessora, a baiana Maria Olívia Rebouças Cavalcanti, e em janeiro de 1963 casou com João Roger Damé, seu grande amor.


Eis a resposta do seu noivo quando perguntaram em Long Beach como ele se sentia com uma namorada que era a segunda mulher mais bonita do mundo,uma resposta que fez o maior sucesso na imprensa internacional:

Eu já sabia que ela era bonita ! Eu sempre achei que ela era um amor!

          Com certeza, VERA MARIA BRAUNER, MISS BRASIL 1961, ainda hoje se emociona muito com essa linda declaração, palavras que expressavam valores mais importantes do que todas as propostas tentadoras recebidas de Hollywood.

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sábado, 20 de outubro de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

EMPÓRIO EFI, MAIS UM EMPREENDIMENTO TIMBAUBENSE

          
          Muitos empreendimentos estão surgindo em Timbaúba.  Pessoas otimistas estão apostando cada vez mais no desenvolvimento da região. Na sexta-feira, 19, mais uma empresa foi inaugurada, a Empório Efi, da jovem advogada Flávia Pereiras, na foto ao lado do noivo Adair Bernardes. A Empório Efi está localizada na Praça Siqueira Campos, 36-B, quase em frente ao prédio dos Correios. O negócio está focado em sapatos, bolsas e acessórios femininos.

Os irmãos Fladna, Sandoval e Flávia são descendentes dos fundadores da tradicional empresa timbaubense Maracanã Alimentos (Moagem Maracanã). Fladna é dentista e daqui a uns dias estará inaugurando com o esposo Luis Henrique  Souto a Livraria Centenário, vizinha ao Empório Edi. Sandoval e Flávia possuem formação superior em Direito. Ele administra a empresa Maracanã Construções, na Av. Ferreira Lima,  e ela acabou de inaugurar o Empório Efi.
Um festival de acessórios femininos no Empório Efi
Flávia Pereira ladeada por suas colaboradoras Etiene Albuquerque e Rita Odebrecht
Adair Bernardes (profissional do setor imobiliário),  Flávia, Wiliiana e Erasmo (gestores da agência local do Bradesco) 
Flávia ladeada pelo noivo Adair e o vereador Ulissinho
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MEMÓRIA TIMBAUBENSE
Ele foi policial, empresário e vereador. Com o apelido de Daniel do Caixão,tornou-se uma das figuras mais populares de Timbaúba. A foto documenta a cerimônia do seu enlace matrimonial   com Alia. A imagem pertence ao acervo de Zarinha Coutinho, madrinha do casamento do sempre lembrado Daniel  do Caixão, apelido que ganhou por ter sido proprietário de uma funerária.
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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA
De vários ângulos, as imponentes e fotogênicas palmeiras imperiais da Praça João Pessoa oferecem sua beleza. Silenciosas, não desejam aparecer, apenas compor ao lado do vento um poema sob o céu timbaubense.
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UM FATO EM FOCO - Na próxima edição de PASSARELA CULTURAL, cobertura completa da inauguração do Museu de Timbaúba, uma iniciativa da FUNJADER - Fundação Jader de Andrade.

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SESSÃO NOSTALGIA - Dilene Maria Roberto de Araújo, Miss Pernambuco 1971

Daslan Melo Lima
                                                                         
PRÓLOGO

        
        O primeiro concurso de Miss Pernambuco que assisti ao vivo foi o realizado no ano de 1971, na noite de 12 de junho, no amplo espaço do Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães Melo, o Geraldão, palco da eleição da mais bela pernambucana de 1971 a 1979. Tudo no Geraldão remetia às imagens mágicas do Maracanãzinho que eu só conhecia através das revistas O Cruzeiro, Manchete e Fatos & Fotos
       Transmitido pela Rádio Clube de Pernambuco, empresa pertencente aos Diarios e Emissoras Associados, promotores do Miss Brasil, a apresentação da festa foi conduzida por  Carmen Towar e Albuquerque Pereira.

      Jerry Adriani, um dos maiores ídolos da Jovem Guarda, e  Valdick Soriano (1933-2008), um dos mais queridos intérpretes da música popular romântica, foram as grandes atrações musicais.  A coordenação do evento estava entregue a Carmen Towar, Antonio Colhado e Odacir Costa. Na comissão julgadora, nomes famosos da sociedade que eu só conhecia através das colunas sociais:  José de Almeida Castro, Dulcinha Gueiros, Niedja Cunha, Mécia Oitica Thurton, Miriam Hazin, Juarez Xavier e o pintor alagoano Pierre Chalita (1930-2010).

AS CANDIDATAS

          Por ordem alfabética das entidades e instituições, as concorrentes ao Miss Pernambuco 1971 foram: 

Miss Araripina - Maria do Carmo Modesto Lira 
Miss Associação dos Servidores Civis - Joseneide Castro Barreto 
Miss Atlético Clube de Amadores - Valdete Cristina Ventura 
Miss Escada - Maria do Socorro de Mesquita 
Miss Garanhuns - Dilene Maria Roberto de Araújo 
Miss Goiana -  Dolores Maria Lima 
Miss Jaboatão - Edineide Monteiro Farias 
Miss Limoeiro - Hebe Gomes da Silveira Sobrinha 
Miss Olinda - Rosângela Carvalho Monteiro 
Miss Petrolina - Maria do Socorro Nogueira Tavares (nome como constou em matéria do Jornal do Commercio, mas que em outro meio de comunicação foi escrito como Maria do Socorro Barbosa dos Santos) 
Miss Salgueiro -  Maria Lucrécia de Araujo Roza 
Miss Santa Cruz Futebol Clube - Stella Maria Silva

       As três misses que despertaram de imediato a minha atenção, quando do desfile em traje de gala, foram as representantes do Santa Cruz Futebol Clube, Olinda e Garanhuns, nessa ordem. No desfile de maiô, por ordem de preferência, as minhas favoritas passaram a ser as Misses Garanhuns, Olinda e Santa Cruz. Lembro-me de ter visto o estilista Marcílio Campos (1930-1991), sentado em cadeiras privilegiadas perto da passarela, levantar-se várias vezes para aplaudir Stella Maria, Miss Santa Cruz, uma mulata que se destacava pela cor da pele e pela segurança ao desfilar, e que fazia parte da sua equipe de manequins, termo designado para o que hoje chamamos de modelos. Por sua vez, ninguém se referia a Marcílio Campos  como estilista. Era costureiro ou figurinista. Muito aplaudida de vestido, Stella Maria desagradou em traje de maiô, pois era muito magra para os padrões da época .  
                                                           
   
                                                          O TOP 3

Da esquerda para a direita: Stella Maria Silva, Miss Santa Cruz Futebol Clube, terceiro lugar; Maria do Socorro, Miss Petrolina (semifinalista); e Ana Almeny, Miss Surubim, Miss Pernambuco 1970, recebendo a coroa de uma assistente de palco para colocar na cabeça da sua sucessora Dilene Maria Roberto de Araújo, Miss Garanhuns, eleita Miss Pernambuco 1971. (Foto: Jornal do Commercio-Recife).
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Rosângela Carvalho Monteiro, Miss Olinda, terceira colocada. (Foto: Arquivo/Fernando Machado).
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O TOP 3 DO MISS PE 1971 - Programa Misses na Passarela, apresentado pela TV Rádio Clube de Pernambuco. Da esquerda para a direita: Stella Maria Silva, Miss Santa Cruz Futebol Clube; Dilene Maria Roberto de Aráujo, Miss Garanhuns; Carmen Towar, jornalista, apresentadora do programa; e Rosângela Carvalho Monteiro, Miss Olinda. ***** Foto: Acervo de Carmen Towar.   


DILENE, UMA LENDA DE SÃO JOÃO E GARANHUNS


      Dilene Maria Roberto de Araújo, Miss Garanhuns, eleita Miss Pernambuco 1971, nasceu na pequena cidade de São João, que fica a 236 km do Recife, mas seus pais tinham residência em Garanhuns, distante apenas 16 Km de São João. O município de São João, no ano em que Dilene  nasceu, 1953, era distrito de Garanhuns, tendo obtido sua emancipação política em 25/11/1958. Oriunda de família muito bem relacionada na região, filha de um casal de fazendeiros, Daniel Cezário de Araújo e Dulce Roberto de Araújo, a Miss Pernambuco 1971 era aluna do 1º ano científico do Colégio XV de Novembro, educandário tradicional de orientação presbiteriana, fundado em 1899.
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Beleza em dose tripla. Dilene Araújo, Miss Pernambuco; Marilena Vieira, Miss Santa Catarina; e Joana Vita Moraes de Sousa, Miss Roraima. O nordeste, o sul e o norte muito bem representados no concurso Miss Brasil 1971.
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Maracanãzinho, Rio de Janeiro, 13/07/1971. Vestindo maiôs Catalina, Lúcia Medeiros de Sousa, Miss Paraíba; Marize Meyer Costa, Miss Paraná, terceira colocada no Miss Brasil; Dilene Araújo, Miss Pernambuco; e Maria de Fátima Ferreira Macedo, Miss Piauí. 
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              Dilene Araújo levou para o Rio de Janeiro as esperanças de milhares de pernambucanos que não tinham dúvida que ela faria uma excelente apresentação no Maracãzinho, Rio de Janeiro. A mais bela pernambucana de 1971, no entanto, não obteve classificação entre as oito finalistas do Miss Brasil,  no ano em que a primeira colocada foi a mineira Eliane Guimarães (quinto lugar no Miss Universo) e a segunda foi a carioca Lucia Tavares Peterle (eleita Miss Mundo em Londres). Dilene Araújo é um dos nomes que honra a história do Miss Pernambuco.
           Após o seu reinado, ela continuou sua vida tranquila em Garanhuns, casou, teve filhos e seu nome virou sinônimo de  lenda em São João e Garanhuns, a lenda da garota morena, estudante do Colégio XV de Novembro, que um dia foi aplaudida de pé por 20 mil pessoas ao ser eleita Miss Pernambuco 1971.

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DETALHES


          O recorte do Jornal do Commercio, do Recife, de 13/06/1971, informava que a Miss Santa Cruz Futebol Clube foi a mais aplaudida durante os desfiles, quando na realidade os aplausos maiores foram para a Miss Garanhuns. Também dizia que as medidas de Dilene eram 1,72 de altura, 93 de busto, 65 de cintura e 100 de quadris, mas em outra publicação constava 1,71 de altura, 86 de busto e 98 de quadrisUma irmã de Dilene, Déa Lúcia, foi eleita Miss Garanhuns 1982 e classificou-se entre as semifinalistas do Miss Pernambuco. 
           Stella Maria, a vice-Miss Pernambuco 1971, ainda desfilou por algum tempo como manequim da equipe de Marcílio Campos e chegou a receber homenagens e ser citada nas colunas sociais como uma das jovens mais elegantes de Pernambuco. 
            Rosângela Carvalho Monteiro, Miss Olinda, terceira colocada, o mais belo rosto do concurso, recebeu a faixa de Miss Interior. Meses depois foi eleita Miss Objetiva de Pernambuco e conquistou em São Paulo o titulo de Miss Objetiva do Brasil 1971. 
            A Miss Petrolina, semifinalista, hoje  Sra. Maria do Socorro Santos Ramos, casou com o político José Muniz Ramos e foi primeira dama de Pernambuco, quando o seu esposo governou o estado no período de 1981 a 1983.

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EPÍLOGO

          As primeiras coisas das nossas vidas ninguém esquece. A frase é um chavão que encerra uma grande verdade. Transcorridos 41 anos depois daquele 12 de junho de 1971, fecho os olhos e revivo todo aquele desenrolar das imagens do meu primeiro concurso Miss Pernambuco. 
        Cenas inesquecíveis trazem de volta para esta minha noite do penúltimo sábado de outubro de 2012  a beleza, a simpatia, a classe, a elegância e o sorriso  de Dilene Maria Roberto de Araújo, eterna Miss Garanhuns , eterna Miss Pernambuco 1971.  

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sábado, 13 de outubro de 2012

DE TIMBAÚBA PARA O MUNDO

FELIPE GOL, UM ÍDOLO DO TIMBAÚBA FUTEBOL CLUBE



          Felipe de Matos Silva, o Felipe Gol, nasceu em São João do Meriti, Rio de Janeiro, por força das circunstâncias. Seus pais, Demerval de Matos Silva (1953-2011), de Sapé-PB, e Maria das Lágrimas Matos Silva, de Pedras do Fogo-PB, casaram e migraram para o sudeste em busca de dias melhores.  Mas ele é prata da casa, pois foi criado em  Timbaúba.
      Seu pai, que chegou a atuar no Olaria do Rio, foi o maior incentivador do seu ingresso no futebol.  Felipe Gol integrou a equipe juniores do Santa Cruz Futebol Clube e do alto dos seus 1,81 de altura e 81 Kg, afirma que teve a satisfação de ter sido convocado para a seleção pernambucana sub-17 e campeão norte-nordeste da categoria.  Lamenta não ter ido mais longe em determinada época da sua vida devido a ausência de um bom “pistolão” , mas não guarda mágoas. Ficou afastado dos estádios quando sofreu rompimento de menisco,  fase em que foi comerciário e modelo, mas hoje,  de volta aos gramados, é um dos mais promissores talentos do Timbaúba Futebol Clube.


Demerval de Matos Silva (1953-2011),
pai de Felipe Gol

     As verdades de Felipe Gol: Meu estado civil é solteiro, mas tenho uma união estável com Josy Mendes, mãe dos meu filhos Beatryz e Felipe Gabriel e também sou pai de  Nathalya,  filha de um relacionamento anterior. Sou timbaubense de coração, pois cheguei aqui com 4 anos de idade, quando o meu pai deixou o Rio para atuar no setor de farmácias em Timbaúba. Conclui  Estudos Gerais na  Escola Estadual Jornalista Jader de Andrade. O futebol já meu deu muitas alegrias, entre elas, a condição de vice-artilheiro do Campeonato Pernambucano Juvenil, com 27 gols. Outra: a de ter feito o gol da vitória na final nordestina contra a seleção da Bahia. Deu-me também tristezas, como a de estar prestes para ser contratado pelo Náutico, o que não aconteceu devido à crise que o clube enfrentava na ocasião. Nós jogadores precisamos manter a cabeça no lugar, pois é preciso estrutura emocional para resistir aos assédios das “marias chuteiras”. O meu pai é o maior ídolo da minha vida. Sinto muitas saudades dele. Num dia de tristeza me faltou meu velho. E falta lhe confesso que ainda hoje faz. E me abracei na bola e pensei ser um dia um craque da pelota ao me tornar rapaz. Um dia chutei mau e machuquei, e sem ter mais meu velho pra tirar o medo, foi mais uma vontade que ficou pra trás.


PING-PONG COM FELIPE GOL-  Um jogador de futebol que a história guardou: Ronaldo Fenômeno.  ***** Um ídolo internacional do passado: Eusébio, antigo craque da seleção portuguesa. ***** Um jogador que a história vai guardar: Neymar.  ***** O jogador mais injustiçado da história: Barbosa, goleiro da seleção brasileira de 1950. ***** Clube do coração: Náutico. ***** Comida: Feijão preto com arroz. ***** Bebida: Suco de graviola. ***** Cor: Preta. ***** Ator: Paulo Goulart. ***** Atriz: Suzana Vieira. ***** Cantor: Benito de Paula. ***** Cantora: Vanessa da Matta. ***** Programa de TV: Os esportivos. ***** Uma personalidade que é a cara de Timbaúba: Marinaldo Rosendo de Albuquerque. ***** Religião: Católica. ***** Santo de devoção: Nossa Senhora Aparecida.    

          E assim conhecemos um pouco de Felipe Gol, que não tem dúvida alguma de que um dia o Timbaúba Futebol Clube ocupará o seu merecido lugar de destaque no futebol pernambucano e nacional.  


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      CORREIO DE NOTÍCIAS

Já está circulando a edição de outubro do jornal CORREIO DE NOTÍCIAS, focalizando a cena social, cultural, política e econômica de Timbaúba e região. Para conferir todo o conteúdo da publicação, clique neste link: www.jcnoticias.net .  

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MEMÓRIA TIMBAUBENSE

Houve um tempo em que Timbaúba exportava calçados para os Estados Unidos e Europa.  Na imagem acima, uma prova incontestável dessa verdade: um caminhão de mercadorias onde se lê: CALÇADOS GLEBA - DE TIMBAÚBA PARA NEW YORK. ***** Foto: Acervo de Celma Lúcia Vasconcelos.
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ROTEIRO POÉTICO DE TIMBAÚBA
Porque é quase verão, o ceu timbaubense convida para mil reflexões. Diante do por do sol do bairro de Timbaubinha, recito um trecho de Florbela Espanca, poesia em forma de oração: "Que DEUS faça de mim, quando eu morrer, /  Quando eu partir para o País da Luz, / A sombra calma dum entardecer."  
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CINE TEATRO RECREIOS BENJAMIN: ESTIGMA CULTURAL DA CIDADE DE TIMBAÚBA-PE (Último Capítulo )


 Alexandre José Barboza dos Santos, Bacharel em Ciências Contábeis (FACET), Especialista em Auditoria Fiscal e Tributária (UFPE), Mestrando em Gestão Pública (UFPE), Contador, Professor do Curso de Ciências Contábeis da Faculdade de Timbaúba e Servidor efetivo da Prefeitura Municipal de Timbaúba.   
A Necessidade Imprescindível do Restauro
A situação do imóvel hoje é deplorável, condição esta que vem se arrastando desde 1991 quando o mesmo tornou-se inoperante e está fechado há mais de dez anos. Na verdade, a preservação do Cine Teatro é precaríssima. Em suma, o marco de uma época de glórias da cidade está carecendo urgentemente de passar por um restauro caso contrário o mesmo corre o risco de desabar. Na verdade não precisa demolir o bem tombado para derrubá-lo, basta apenas abandoná-lo que isto ocorrerá de forma gradativa.
Diante desta problemática, nasceu um grupo constituído por escolas privadas e públicas que tomaram a coordenação de um projeto denominado de Lágrimas do Cine Teatro Recreios Benjamin, comprometendo-se em sensibilizar a sociedade em geral para entrarem na luta pela revitalização do mesmo.
Em 09 de agosto do corrente ano de 2011, pondo em prática uma das inúmeras estratégias definidas pelo projeto supracitado, centenas de estudantes de escolas públicas e particulares timbaubenses foram as ruas como forma de ato público clamando por providências por partes das autoridades para que a situação atual do Cine Teatro Recreios Benjamin fosse revertida através do restauro do imóvel com intuito de evitar o seu desabamento.
O Jornal do Comércio em 15 de agosto de 2011 fez o seguinte comentário:
“O Cine Teatro Recreios Benjamin é personagem de uma situação atípica que se arrasta há anos. Carecendo de uma restauração urgente, a fim de não desabar, não foi desapropriado, pertencente a terceiros e está alugado a Prefeitura Municipal de Timbaúba. A Fundarpe declara que tem o maior interesse em restaurar o imóvel, todavia declara que o assunto esbarra no fato de o mesmo não pertencer ao município ou estado.” 
           No entanto, a citação acima contraria o Decreto lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, em seu Artigo 19, onde afirma que:
“o proprietário de coisa tombada, que não dispuser de recursos para proceder às obras de conservação e reparação que a mesma requerer, levará ao conhecimento do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e necessidade das mencionadas obras, sob pena de multa correspondente ao dobro da importância em que for avaliado o dano sofrido pela mesma coisa.”
Assim percebe-se que o empecilho não é o imóvel ser de propriedade privada, pois no mesmo Decreto lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, também no Artigo 19, e no § 3º afirma:
“uma vez que verifique haver urgência na realização de obras e conservação ou reparação em qualquer coisa tombada, poderá o Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional tomar por iniciativa de projetá-las e executá-las, a expensas da União, independentemente da comunicação a que alude este artigo, por parte do proprietário.”     
Contudo é bom ressaltar que a relação entre grupos envolvidos com as políticas de patrimônio é, frequentemente, conflituosa. Neste contexto: “a antinomia entre o público e posse exprime a dificuldade de pensar o patrimônio histórico como um bem coletivo numa sociedade que privilegia a propriedade privada”. O bem tombado fica submetido a uma posição ambígua na qual a “coisa” recebe a tutela do Estado que pretende com isso proteger o “valor cultural” que a coisa expressa. O proprietário tem a posse da “coisa” e é a “coisa” que lhe interessa. O Estado se interessa pelo “valor cultural”, o qual somente pode ser protegido se a “coisa” estiver preservada.  (TAMASO, 2007)  
A tensão entre proprietários e o poder público pode ser dirimida com a aplicação do aparato legal, até parcialmente já citado neste trabalho. A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco, através de parecer de 04/2011, afirma:
 “convém salientar a importância da recuperação e preservação do Cine Teatro Recreios Benjamin, anseio de toda a sociedade timbaubense, para cultura pernambucana. O imóvel, que teve seu valor cultural reconhecido pelo Estado através do Tombamento homologado em 1983 constitui ao lado do Cine Teatro Guarani em Triunfo, do Politheama, em Goiana e do Apolo, em Palmares, os mais expressivos exemplares do gênero do interior do Estado. Sua recuperação e revitalização em muito contribuirá para o fortalecimento da nossa cultura, sendo de bom alvitre o compromisso assumido pelo governador para reabilitação desta Casa de Espetáculos.” 
Em nota através do seu site a Prefeitura Municipal da cidade diz que tem feito todos os esforços para que este espaço cultural volte a ter o público em suas cadeiras, afirmando que já existe um projeto elaborado pela Prefeitura com a FUNDARPE na possibilidade de ocorrer o restauro. Até porque o mesmo sendo de propriedade particular está sob a administração da prefeitura local há muitos anos.
 Cabe então aguardar os trâmites burocráticos e legais desse pleito social, pois a sociedade anseia e faz votos de que as providências não ocorram tarde demais, para que as gerações futuras não corram o risco de chegar a conhecer o seu passado exclusivamente por meio de um álbum de fotografias.
Considerações Finais
Os argumentos empregados neste trabalho serviram para legitimar o Cine Teatro Recreios Benjamin, como um bem cultural, de herança coletiva, por ser representante de uma história componente de uma identidade cultural, de valor imensurável.  
O tombamento constituiu-se em uma grande vitória, contudo este não gerou um efeito esperado. O restauro é algo imprescindível, caso contrário o mesmo poderá vir a desabar.  E para que este restauro aconteça se faz necessário transpor os obstáculos burocráticos e legais, quiçá isto acorra com brevidade, caso contrário poderá ser tarde demais.
O restauro precisa ocorrer por três motivos, por este ser um espaço cultural do qual a cidade carece, também pelas origens culturais que ele revela e em fim pela grande afeição que o povo a ele devota. Pois, sem demasia, o Cine Teatro Recreios Benjamin é um estigma cultural da cidade de Timbaúba.
Referencial Bibliográfico
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TIMBAÚBA, Prefeitura Municipal – Revista Comemorativa do Centenário – Fevereiro de 1982.


JADER DE ANDRADE - Poeta e jornalista, redator chefe do Diário de Pernambuco. Como político foi Prefeito de Timbaúba entre 1919 a 1922, sendo também Deputado Federal e Senador.  
ISNAR MOURA - Professora, escritora, jornalista, poetisa e pesquisadora educacional. Manteve coluna nos seguintes jornais: Jornal do Comércio, Folha da Manhã e Diário da Noite.
ANA EUFRÁZIA -  Professora, que educou várias gerações timbaubenses, o seu nome esta eternizado em Timbaúba. Em sua homenagem existe uma escola estadual que carrega o seu nome.
LUIZ MARINHO FALCÃO FILHO - Nascido em Timbaúba em 1926, teatrólogo de projeção nacional e internacional, autor de várias obras e detentor de vários prêmios, entre eles da Academia Pernambucana de Letras e o Prêmio Moliere, em 1978.  

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