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sábado, 9 de julho de 2011

SESSÃO NOSTALGIA - Lisane Guimarães Távora, vice-Miss Brasil 1975, os olhos tropicais que encantaram o Japão

-->Daslan Melo Lima
               
      Lisane Guimarães Távora, Miss Brasília 1975, gaúcha natural de Cachoeira do Sul,  estudante de Processamento de Dados da Universidade de Brasília, 18 anos,  cabelos e olhos pretos, filha do Coronel do Exército Raymundo Távora e D. Laura, classificou-se em segundo lugar no Miss Brasil 1975, ficando como vice da loura Ingrid Budag, Miss Santa Catarina. Enquanto a catarinense ficou entre as 15 semifinalistas do Miss Universo, em El Salvador,  Lisane foi mais longe e conquistou o quinto lugar no Miss Beleza Internacional, realizado no Japão.
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LISANE NO JAPÃO

Lisane com a coroa de pérolas de quinta colocada no Miss Beleza Internacional 1975 e a faixa de Miss no idioma japonês.
                 Quarenta e oito lindas garotas de todos os continentes participaram do Miss Beleza Internacional, evento que aconteceu no Okinawa's Expo Portside Theater, Motobu. No Brasil, a imprensa noticiou que a nossa representante tinha obtido o quarto lugar, quando na realidade foi o quinto, conforme atestam os dados do www.pageantopolis.com, do missólogo Donald West: Miss Yugoslavia, Lidija Vera Manic, primeiro lugar; Miss Finlândia,  Eeva Kristiina Mannerberg, segundo; Miss Índia, Indira Maria Bredemeyer, terceiro; Patricia Lynn Bailey, Miss Estados Unidos, quarto; e Miss Brasil, Lisane Guimarães Távora, quinto lugar. Ela ficou muito feliz com a classificação,  embora tenha sofrido um prejuízo de 30 mil cruzeiros, em moeda da época. Seus documentos, alguns dólares e yens, dois anéis  de brilhantes, brincos e um anel de pérola desapareceram misteriosamente do apartamento que ocupava com Maria Teresa Maldonado Valle, Miss Espanha. Antes de qualquer iniciativa, Lisane comunicou o acontecimento aos pais, que também se encontravam no Japão. Sobre o  assunto, ela fez a seguinte declaração à revista Fatos & Fotos: 

              “Participamos então à direção do concurso o ocorrido, mas impedimos que dessem queixa à polícia japonesa. Isso provocaria um escândalo e resultaria numa série de problemas que, fatalmente, envolveriam pessoas ligadas à organização e segurança do Miss International Beauty Pageant. Houve uma sigilosa e meticulosa sindicância que, infelizmente, resultou em nada. A beleza daquele país, as festas de que participei, a atenção e dedicação do povo para conosco, a classificação conseguida, superaram os acontecimentos desagradáveis."

     
LISANE, A MISS QUE DERROTOU A MICROSOFT

 ("A Miss que derrotou a Microsoft”, texto de  Cecília Maia, foto de Felipe Barra, revista ISTOÉ GENTE, 27/09/2004).
                A empresária Lisane Bufquin, que já ficou em 2º lugar no Miss Brasil e foi convidada por Bill Gates para ser seu braço direito no País, conseguiu no Cade a condenação da gigante da informática por “falsear” concorrência de mercado
               Como no conto bíblico, o Davi da gigante Microsoft do Brasil também existe. Mora em Brasília, é empresária, tem 47 anos, é bonita e atende pelo nome de Lisane Bufquin. Mulher de aparência frágil, com 1,69 m de altura, ela comanda o Grupo IOS, empresa de informática de médio porte, 187 funcionários e faturamento anual entre R$ 10 milhões e R$ 18 milhões. Por insistência dessa gaúcha de Cachoeira do Sul o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, Cade, condenou a maior empresa de informática do mundo. Pela decisão, a Microsoft terá de pagar aos cofres da União multa de 10% sobre o faturamento de 1997 (um ano antes do início do processo) por “limitar, falsear e prejudicar” a concorrência do mercado de softwares e prestação de suporte técnico a órgãos federais. “O governo nem fazia licitação achando que só a Microsoft tinha capacidade para fazer o serviço”, diz. Lisane provou que não era assim. Ainda cabe recurso à sentença, mas foi a primeira derrota jurídica da multinacional no Brasil. Em nota oficial, a Microsoft diz que, no seu entendimento, “a prática comercial anterior estava condizente com a legislação brasileira”.
               Lisane não estava só quando entrou com a ação no Cade há sete anos. Outras três empresas estavam juntas. “Por pressão da Microsoft elas desistiram”, diz. Lisane sofreu quatro ações judiciais movidas pela filial da multinacional em Brasília, a TBA, perdeu contratos e viu seu faturamento se reduzir em 70%. Mas foi em frente, agarrada à fé em Santa Terezinha do Menino Jesus, para quem constrói a terceira capela. “Venci por milagre da santa.”
               Filha de militar, ela conheceu o sucesso na adolescência. Primeiro como campeã dos clubes brasilienses de vôlei e depois como miss. Em 1975, foi a segunda colocada no Miss Brasil, com direito a ir ao Japão para o concurso Beleza Internacional. Lá conheceu seu marido, o engenheiro francês Jean François Bufquin, falecido. Encantado com a quarta colocada na competição, Jean mandou-lhe um bilhetinho num almoço com executivos. “Como não respondi, ele foi pessoalmente me convidar para sair”, lembra. Lisane se casou e foi morar em Paris com Jean quando terminou a faculdade de processamento de dados na UnB. Na França trabalhou em grandes grupos de informática. Destacou-se e, por ironia do destino, a Microsoft lhe ofereceu parceria para se estabelecer no Brasil.
               “Bill Gates me fez uma corte impressionante”, diz. Ela trabalhava nos anos 80 na Générale Des Eaux. Gates, de férias em Angra dos Reis, soube que Lisane estava no País e mandou localizá-la para fazer o convite. De frente para o mar de Angra, ela disse não. Casada e com filhos gêmeos adolescentes, Diego e Olivier, hoje com 23 anos, não quis deixar Paris. Anos depois, voltou, abriu sua empresa e sentiu o peso da gigante. “Fiquei indignada com a dominação deles aqui. Na Europa não fazem isso pois se defrontariam com várias Lisanes”, diz ela, que hoje tem clientes como Embrapa, Infraero e Dataprev, usuários de softwares livres.
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               De vez em quando, fico a imaginar Lisane Guimarães Távora, ou melhor Lisane Bufquin, tomando decisões no comando da sua empresa IOS Informática. Fico a imaginar que em algumas situações de estresse, ela respira fundo e relaxa recordando aquele mágico 1975, quando a imprensa japonesa teceu este elogio à sua beleza, um elogio com sabor de um poema inesquecível:

Olhos negros, estonteantes e tropicais,
quentes como o país que ela representa,
apesar de ter nascido num Estado onde a neve cobre o chão
um mês por ano e um estranho vento chamado minuano
 – vindo da Cordilheira dos Andes –
agita os cabelos de louras e morenas,
mescla de raças que ajudou a formar o grande país chamado Brasil.
 
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3 comentários:

DASLAN MELO LIMA disse...

E-mail enviado pelo jornalista Muciolo Ferreira, Recife-PE
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É sempre um prazer semanal com gotas de colírio que limpam os olhos e nos faz ver o mundo mais bonito essas recordações semanais focalizando as misses do passado.
E com Lisane Guimarães não foi diferente.

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Anônimo disse...

Que coisa bonita a trajetória da vida da Miss Brasília 1975 !
Parabéns Lisane, por sua atitude diante da Microsoft.

C. Rocha-Floripa

Anônimo disse...

Wonderful blog post.