a *****

SEJA BEM-VINDO ! SEJA BEM-VINDA! VOCÊ ESTÁ EM PASSARELA CULTURAL, a sua revista on-line semanal, fundada em 02/07/2004. ***** Esta é a edição nº 632, referente ao período de 13 a 19 de agosto de 2017. ***** Editor: Daslan Melo Lima ***** Timbaúba, Pernambuco, Brasil ***** Telefone: (81) 9.9612-0904 (Tim). ***** WhatsApp: +55 81 9.9612.0904 ***** E-mail: daslan@terra.com.br

sábado, 19 de fevereiro de 2011

SESSÃO NOSTALGIA – Ana Elisa, Miss Brasil 1984, um sonho de cinderela

-->
Daslan Melo Lima

PRÓLOGO

     Inúmeras foram as garotas de origem humilde que, graças à beleza, mudaram suas vidas para melhor por causa de um concurso de beleza. No Brasil, o caso mais famoso foi o de Anísia Gasparina da Fonseca, Miss Brasília, quarta colocada no Miss Brasil 1966,  focalizada duas vezes em PASSARELA CULTURAL,  aqui, na secção Sessão Nostalgia,   uma empregada doméstica que se tornou uma das mulheres mais ricas do Planalto Central. Em 1984, a história de Ana Elisa Flores da Cruz, Miss São Paulo e Miss Brasil, menos dramática que a de Anísia Gasparina, foi tema de reportagem da  revista de fotonovelas Sétimo Céu, no mês de junho.

ANA ELISA, UM SONHO DE CINDERELA

     Há quanto tempo você não  tem mais ilusões em relação aos contos de fada? Na verdade, as histórias de Cinderelas e Fadas Madrinhas não acontecem todos os dias. Mas, se você pensa que já não existem, anime-se, pois Ana Elisa - Miss Brasil 1984 - é uma perfeita Cinderela dos anos 80. Reinando pelas passarelas e capas de revistas como a representante máxima da beleza da mulher brasileira, ela fez do sonho de menina uma linda realidade em sua vida.




                                   
       E ao contrário da moça rica, nascida em berço de ouro e, por isso, com todas as chances de vencer, sua história em nada se diferencia da de milhares de meninas, talvez como você, espalhadas por todo o país. Filha de família de poucos recursos, órfã de pai desde os dois anos, Ana Elisa Flores da Cruz, hoje com 18 anos, sempre levou uma vida pacata e anônima no bairro do Horto Florestal (SP). Sua mãe, Maria Teresa, todo o tempo trabalhou esforçando-se para garantir o sustento da casa e os estudos da filha e de seus dois irmãos. Apesar de todas as dificuldades e da forte timidez, Ana Elisa tinha um trunfo: era bonita. E por que não usar isso para seu próprio benefício? Tomada a decisão, aos 15 anos, ela estava na passarela do concurso Rainha das Praias Brasileiras. Não venceu, é verdade. Mas nem por isso desanimou.




      Não demorou muito e um novo concurso renovava as esperanças de Ana Elisa. Aos 16 anos, era, então, a garota Ilha Porchat 82 – do Ilha Porchat Club, de São Vicente (SP). Tendo como prêmio um carro, uma jóia, um guarda- roupa completo oferecidos por Odárcio Ducce, presidente do clube e, o mais importante, um curso de manequim com a professora Joyce – responsável pelo desempenho do Miss Brasil -, ela se deparava com um horizonte muito mais promissor. 

 
     No ano seguinte, Ana Elisa era novamente coroada. Desta vez, como Miss Itaú 83. E, mesmo não abandonando os estudos - cursa a terceira série Colegial – , ela passou a se dedicar mais à aparência e á postura. Ate que chegou a grande oportunidade: concorrer a Miss São Paulo. Inscrevendo-se como representante de seu bairro, foi eleita. Até então, a desconhecida menina do Horto começava sua trajetória rumo ao Miss Brasil. E Ana Elisa mal acreditou quando se viu com o título da mais bonita do país de 1984. “Fiquei sem jeito... Mas,já que venci, vou em frente.” (Reportagem de Alcidéa de Oliveira, revista Sétimo Céu, junho de 1984)

O TOP 3 DO MISS BRASIL 1984


     As três finalistas do Miss Brasil 1984 foram capa da revista Manchete. Da esquerda para a direita:Valéria Freire Pereira, Miss Rio de Janeiro, terceiro lugar; Ana Elisa Flores da Cruz, Miss São Paulo, primeiro; e Susy Sheila Rêgo, Miss Pernambuco, segundo lugar. Ana Elisa ganhou 15 milhões de cruzeiros, a moeda da época. Participou do Miss Universo, realizado em Miami Beach, mas não obteve classificação, no ano em que a vencedora foi Yvonne Ryding, Miss Suécia. Das três finalistas do Miss Brasil 1984, apenas uma continua em evidência na mídia, graças à sua vitoriosa carreira de atriz, Susy Rêgo, que quase foi eleita Miss Brasil 1984 com 99 pontos na prova decisiva, enquanto Ana Elisa obteve 100 pontos.

EPÍLOGO

Ana Elisa em 2010. (Imagem: 180graus.com)
      Quantas garotas humildes continuam sonhando com fotos em jornais e revistas? Milhares. Quantas garotas humildes mudarão suas vidas graças a um título de beleza? Poucas. Mas os sonhos continuam. Afinal, o que seria da nossa caminhada no planeta Terra sem os sonhos?

*****

4 comentários:

DASLAN MELO LIMA disse...

Comentário de Muciolo Ferreira, jornalista, Recife-PE, via e-mail
>>>>>>>>>>

Daslan,

a Sessão Notalgia desta semana valeu pela lembrança da era do Miss Brasil promovido pelo Sílvio Santos. Porque a vencedora de 1984 foi um dos maiores equívocos da história do Miss Brasil. Basta observar os vídeos, as revistas, e fotos daquela época e constatar que tanto a pernambucana, Suzy Rego, como a carioca, Valéria Freire, eram superiores a candidata de São Paulo. Acredito que sua classificação no Miss Universo tenha sido um das mais baixas.

Uma boa semana a todos os leitores da Passarela Cultural

muciolo ferreira

>>>>>>>>>>

Anônimo disse...

O resultado do Miss Brasil 1984 me pareceu muito justo.
Pena que a carismática Suzy Rêgo, Miss PE, tinha um sorriso comprometido pelo dentes superiores desalinhados.Hoje o problema não existiria. Logo cedo as crianças usam aparelhos de correção.

L.Junior
Rio

Edson disse...

eu assisti o concurso em 1984...nossa, dá saudade de lembrar aquele tempo em que as misses eram bonitas ao natural. Na época minha favorita era a de Pernambuco. Ela era mais vibrante, tinha presença de palco e muita simpatia. Mas a do Paraná,que era de descendência espanhola, que ficou no quarto lugar e a do Rio G. do Sul, 5ª colocada, que era filha de um joalheiro, eram misses muito belas. Eu achava que o Top 3 seriam as duas do Sul e a pernambucana.

Anônimo disse...

Concordo com Edson:RS e PR eram melhores!Do trio final,preferia RJ,que foi destroçada por SS.Japão